| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Apodiformes |
| Família: | Trochilidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Trochilinae |
| Vigors, 1825 | |
| Espécie: | S. loddigesii |
O beija-flor-de-topete-azul é uma ave apodiforme da família Trochilidae. Foi recentemente, em 2015 separado da espécie beija-flor-de-topete Stephanoxis lalandi.
Seu nome científico significa: do (grego) stephanos = coroa; e oxus = forma; e de loddigesii = epônimo em homenagem ao artista, botânico, ornitólogo e taxidermista britânico especializado em beija-flores George Loddiges (1784-1846). ⇒ (Pássaro) de Loddiges (com topete) em forma de coroa.
Mede cerca de 8,5 centímetros de comprimento.
O macho da espécie apresenta a coroa na coloração azul, faixa azul que parte da garganta e se estende até o ventre mais estreita que seu congênere (Stephanox lalandi), face cinza e lateral da garganta branco, manto verde. As retrizes externas apresentam as pontas brancas maiores que na subespécie nominal. As fêmeas desta subespécie apresentam a coroa e manto com tons dourados, garganta, peito e ventre mais claros que os da subespécie nominal. As quatro retrizes centrais da fêmea desta subespécie são totalmente verdes.
Alimenta-se de néctar e pequenos insetos. Frequentemente visita as flores de brincos-de-princesa, amoras-do-campo, eucaliptos e bromélias.
Durante a corte, o macho adejando ao redor da fêmea levanta o seu topete, executa música instrumental com as asas (batendo 20 a 33 vezes por segundo) e emite fortes assobios, avançando e recuando no ar até que a fêmea o aceite para cópula. Grupos de 2-5 machos formam o “leque expandido” e cantam baixo nas bordas da mata próximo a riachos para atrair as fêmeas. O ninho é em forma de pequena taça colocado em folhas terminais de varas de bambu ou em ramos de arbustos, a pouca altura, confeccionado de paina e revestido de musgos, hepáticas e líquens fixados com fios de teias de aranha.
É comumente avistado na vegetação arbustiva e nas matas ciliares dos campos de altitude ou em beiradas das matas da região Sul; aparece em áreas parcialmente desmatadas, mas desaparece de áreas com intensa agricultura. No Rio Grande do Sul ocorre no planalto. Durante o inverno desce para altitudes menores, chegando ao nível do mar.
Ocorre desde o sul do estado de São Paulo até o estado do Rio Grande do Sul. Também ocorre no leste do Paraguai e no noroeste da Argentina na província de Missiones.